sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ENVELHECER É INEVITÁVEL.

 Para obter um envelhecimento saudável, é importante incluir nas ações do dia a dia a promoção à saúde, realizando atividades físicas regulares, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas, fazer refeições balanceadas e estar sempre integrado às atividades culturais e se manter socialmente ativo.
 Entretanto, com bom senso, cuidados especiais, disciplina, é possível mudar o destino irreversível que temos em relação à velhice, tornando a idade madura ou melhor idade não um acúmulo de limitações físicas e psíquicas, mas em uma soma de conquistas saudáveis de aprendizado, bem-estar, auto-estima e realizações cotidianas que proporcionam prazer à vida. 
 Envelhecer é inevitável, e não existe nenhum meio que se contraponha a este processo e mantenha as pessoas sempre na plenitude da juventude. Tem-se preparado um terreno propício para a instalação de toda uma indústria de combate à velhice, de protelação dos efeitos e caracteres inerentes ao acréscimo de anos à vida. Assim, todo o tempo podemos nos deparar com algum novo medicamento, alguma nova terapia, algum novo programa de exercícios ou nova dieta aos quais, se não aderimos, faz-nos sentir culpados ou excluídos, com um misto de vergonha e medo do futuro que "provavelmente teremos".
 Assistimos diariamente o bombardeio provocado pela indústria farmacêutica com seus suplementos e medicamentos com compromisso de garantir a longevidade, conforme já afirmamos.
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) visa essencialmente evitar que os consumidores sejam lesados em seus interesses e direitos. Para tal, o CDC foi elaborado no sentido de informar quais os direitos e quais os deveres, compromissos e obrigações inerentes às relações de consumo e também estabelecer as ações do Estado, bem como as do setor privado (CARVALHO, 1997).
O CDC estabelece também os direitos básicos do consumidor, que garantem a reparação do dano do consumidor, seja ele material ou moral. Desta forma, os direitos básicos descritos no CDC, que são fundamentados na Constituição Federal, e são, portanto inalienáveis,
intransferíveis e irrenunciáveis, estão assim dispostos no CDC :"Art. 6o. São direitos básicos do consumidor: I – a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;...".
Como bem lembra o publicitário DOMINGUES (1992), sendo o indivíduo motivado fortemente por emoções, a compra de produtos e serviços é realizada muito menos pelo uso de argumentos racionais do que pelo uso de apelos emocionais. Desta forma, quando o indivíduo é conclamado a rejuvenescer ou a não envelhecer, e é também bombardeado por publicidades de produtos que prometem ser o apanágio de todos os males da idade, torna-se quase que impotente para se proteger de uma aquisição equivocada.
 Lembra-nos Heli Nice Penha Rizzo que, para o idoso, a expectativa de vida é menor, e os aspectos de realização pessoal e de atividades sociais e lúdicas já se mostram reduzidas por ocasião de qualquer lesão nessa fase da vida; de outro lado, as conseqüências e as implicações do dano assumem gravidade muito mais relevante porque resultam na diminuição de tudo quanto já era escasso e, portanto, muito mais valioso, seja pela diminuição no convívio social, pela presença de dores que se somam, ou na dependência e tristeza que aumentam, além da angustiante ameaça à vida.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PROJETO DE EXTENSÃO

Atualmente coordeno um Projeto de Extensão da Universidade Estadual de Montes Claros- MG UNIMONTES.

O Projeto Envelhecimento e Estimulação Física como Prática de Saúde ocorre em um Centro de Convivência da Vila Oliveira, com parceria  a Secretaria Municipal de Saúde. O ESF da Vila Oliveira e Vila Mauriceia.
As atividades acontecem suas vezes por semana com acompanhamento de suas educadoras física( Igda Genoveva e Lillian Amaral) e uma fisioterapeuta( Karine Tolentino).
São participantes do projeto pessoas de sessenta anos ou mais e alguns familiares ou cuidadores com objetivo de interação entre gerações.
As atividades variam entre alongamentos, treino de força, danças, exercícios para melhorar amplitude de movinmetos articulares.
Foram realizados alguns questinários com autorização dos membros e do Comité de Ética da UNIMONTES
Tem artigo publicado e outro sendo desenvolvido.

O ENVELHECIMENTO É UM PROCESSO NATURAL DO CORPO

  Com uma boa alimentação e a prática de exercícios físicos é possível envelhecer com mais saúde.  

 O número de idosos no Brasil cresceu mais de 200% nos últimos 20 anos. Isso ocorreu porque ocorreram melhorias nas condições de saneamento, alimentação, educação e saúde. Com esse crescimento há maior procura pela qualidade de vida, buscando ser mais saudável e evitando doenças mais frequentes nessa faixa etária.
 O processo de envelhecimento atinge todo o corpo, cada órgão vai reduzindo aos poucos suas funções, alterando assim, o seu funcionamento geral variando de pessoa para pessoa e pode ser influenciado tanto por fatores genéticos como pelo estilo de vida. Ele gera alterações no organismo, como a diminuição da capacidade respiratória e cardiovascular, o aumento da pressão arterial, a perda da massa óssea e das sensações com a diminuição da sensibilidade dos sentidos e das funções motoras. Contudo, esses problemas que podem ser prevenidos durante a vida.
 Para evitar problemas e doenças que surgem nessa faixa de idade, como hipertensão, osteoporose, diabetes, arterosclerose, pode ser adotado um programa equilibrado com atividades físicas e alimentação balanceada, que quando orientadas por um médico, previnem e até retardam o desenvolvimento de doenças.
 A prática regular de exercícios faz com que a pessoa se sinta bem tanto fisicamente como mentalmente e que tenha mais alegria de viver. Quando não se pratica atividade física e ainda não se tem uma alimentação equilibrada os riscos de contrair precocemente essas doenças, é muito maior e prejudica a qualidade de vida, gera obesidade, problemas na coluna e entre outros problemas que poderiam ser prevenidos.
O sedentarismo acentua em muito as alterações causadas pela idade, gerando prejuízos à qualidade de vida e à saúde. Por isso, faça exercícios físicos regularmente, de acordo com a sua capacidade física. Algumas sugestões são a caminhada, a natação ou hidroginástica, alongamento, ginástica, golfe e a dança, entre outras. Mas, nunca faça exercícios sem antes consultar um médico, pois este deverá avaliar o seu quadro físico e sua saúde. Seguindo essas dicas e sendo avaliado por um especialista você poderá certamente ter uma vida mais longa e saudável.

 A imobilidade pode agravar doenças do coração. Depois, imaginou-se que o indivíduo deveria fazer exercícios que preservassem sua capacidade cardiocirculatória. Nos anos 1970, vivemos a onda dos exercícios aeróbios como os grandes responsáveis pela prevenção de doenças cardiovasculares. Já os anos 1990 e o início do século XXI mostraram que são os exercícios de força que fazem a diferença quando se fala na capacidade funcional do idoso e na prevenção de boa parte das doenças comuns nessa faixa etária. Recentemente, numa entrevista, o próprio Kenneth Cooper, grande defensor do exercício aeróbio como única forma de atividade física saudável, disse que intercala exercícios aeróbios com exercícios de força (aqueles feitos contra uma resistência) para elevar não só massa, mas a qualidade muscular, ou seja, a capacidade de o indivíduo utilizar seus músculos quando necessário.  Na verdade, o músculo continua respondendo com hipertrofia independentemente da idade que a pessoa tenha.Continua respondendo a vida toda. Existem evidências científicas das mais variadas para mostrar que o músculo do idoso, quando submetido a treinamento organizado, responde de forma semelhante ao do jovem. Levando em conta o patamar geralmente mais baixo em que se iniciam os exercícios, tanto do ponto de vista da função medida com o desempenho, quanto do ponto de vista histológico, pode-se dizer que o músculo do mais velho responde da mesma maneira que o do jovem. Isso não quer dizer que o idoso, que treina, ficará jovem outra vez, mas que terá um acréscimo de força e competência muscular exatamente igual ao que o jovem sedentário teria começando e mantendo o treinamento durante o mesmo período.
 As curvas de ascensão são absolutamente idênticas e, em algumas semanas de treinamento, o idoso poderá adquirir condições musculares ou funcionais muito superiores ao do jovem que não participou do experimento.
 Um dos motivos de queixa mais freqüente nos idosos são limitações articulares associadas às dores articulares, que se misturam e acabam conhecidas popularmente pelo codinome de reumatismo. Em geral, o reumatismo no idoso depende das doenças osteoartrose e osteoartrite, responsáveis pelas dores nos joelhos, quadril, tornozelos, mãos, ombros, costas e na coluna cervical. O reumatismo tem como característica a degeneração, a perda da mobilidade articular sem que haja um processo inflamatório propriamente dito, razão pela qual o uso indiscriminado de medicamentos antiinflamatórios pode prejudicar em vez de ajudar. Trazem alívio imediato e também conseqüências muito mais graves do que a própria doença. Pergunta-se, então, o que o exercício físico faz em termos de melhora dos sintomas.
 Primeiro, na quase totalidade dos casos, quando realizado na juventude ou na idade adulta, impede a instalação de vícios posturais ou de uso que levarão à piora da doença no futuro.      
Segundo, aumenta a competência e o vigor muscular, o trofismo muscular, o que impede a manifestação da dor, embora a doença tenha se estabelecido em determinada articulação. Em outras palavras, todos os indivíduos que têm dores localizadas, quando fazem exercícios que promovem crescimento da massa muscular ao redor da articulação comprometida, desenvolvem uma estabilidade nessa articulação que lhe permitem usá-la sem dor. Portanto, a terapêutica pelo exercício, seja pela fisioterapia, seja pela atividade física a posteriori da isenção da dor, é benéfica tanto para tratamento como para prevenção de dores futuras.